Final feliz: caso Sean Goldman
Finalmente o garoto Sean Goldman embarcou com o pai para os Estados Unidos. Depois que quase 5 anos afastado do filho por causa desse sistema judiciário capenga, ineficiente e corrupto. Como signatário da Convenção de Haia era de se esperar uma resposta rápida e definitiva com relação a este caso, mas o que vimos foi um jogo político que mostra a total parcialidade da “justiça” brasileira, onde ricos e poderosos manipulam a lei segundo seus interesses.
Muito se falou dos motivos que levaram a mãe de Sean, Bruna Bianchi, a fugir dos Estados Unidos, seqüestrando o próprio filho. Levantaram inúmeros boatos, desde ele ser supostamente gay até o fato de não ter como se sustentar o filho. Porém, todas as afirmações foram provadas e recusadas pelos tribunais americanos e brasileiros. Mas mesmo que tudo isso fosse verdade, nada retira do pai o direito de ter a guarda do filho: ser homossexual não tira em nada a capacidade de alguém criar um filho, vide os inúmeros casos no Brasil e no mundo de casais homossexuais cujas adoções de crianças são autorizadas anualmente.
Mas como eu disse, estas afirmações falsas não devem ser levadas em consideração, não é relevante. Antes de qualquer julgamento sobre a guarda do garoto, deveria ter sido julgado o crime de sequestro cometido pela mãe. Porém estamos no Brasil e como era de se esperar nenhuma providência é tomada por total negligência das autoridades brasileiras. Em qualquer democracia de verdade ela já teria sido privada da guarda muito antes de morrer.
Aliás, por falar na questão da guarda, ela nem ao menos deveria ter sido julgada no Brasil! Um dos pontos principais da Convenção de Haia é que todos os casos envolvendo crianças sequestradas devem ser julgados no país de origem dela, neste caso, nos Estados Unidos. Mas como o respeito as leis é algo extremamente raro no Brasil, o que vimos foi o total desrespeito aos tratados internacionais, obrigando que este caso fosse decidido pela lenta e corrupta “justiça” brasileira.
Em meio à grande maioria que apóia o retorno do garoto aos Estados Unidos com o verdadeiro pai, eu vi também vários comentários no mínimo ridículos tentando justificar a permanência dele aqui. Para facilitar o meu trabalho a avó do garoto reuniu numa carta ao presidente Lula (carta estúpida por sinal, já que o presidente não está acima da justiça para definir o futuro da criança) boa parte das justificativas ridículas que irei destrinchar a seguir:
Desumanidade é o que a mãe e sua família fizeram. Se ele infelizmente irá sofrer para se adaptar ao novo lar agora é por causa da total falta de caráter de Bruna em seqüestrar o filho, privar pai e filho de contato afetivo e tentar dar-lhe um novo pai, uma nova família como se Sean fosse órfão e David Goldman um reles reprodutor.
Não me interessa este argumento pífio sobre Deus, mesmo assim não posso deixar de comentar esta frase com uma pergunta: que princípio de preservação da família a Bruna respeitou quando seqüestrou Sean e o separou do pai?
Não apenas as autoridades americanas, mas boa parte do mundo (inclusive a maioria dos brasileiros) chamam esta quadrilha família inteira de sequestradora. E ela não é nada mais que isso, uma sequestradora que endossa o crime que a filha cometeu. Na ausência da mãe quem deve cuidar do garoto é seu verdadeiro pai e não uma avó que quer tentar preencher a ausência da filha com um neto.
A avó já teve sua oportunidade de criar seus filhos (MUITO mal criados, diga-se de passagem, basta olhar a falta de caráter da filha que morreu) e agora quer roubar o filho de outros também?
Essa é uma das maiores idiotices que já li em minha vida. Depois de uma declaração dessas fica ainda mais evidente que esta mulher não tem a menor capacidade de criar uma criança porque certamente tem algum problema mental. Eu fico imaginando os juízes das varas de família dizendo aos viúvos desse seu mundo paralelo: “Bem, agora que sua mulher morreu, trate de entregar seu filho para a avó materna porque incumbe a ela criá-lo daqui pra frente”.
É claro que ele prefere ficar no Brasil, afinal ele foi privado de convívio com o verdadeiro pai muito cedo e nem ao menos teve tempo de conhecê-lo direito. Isso sem falar na alienação parental que vocês impuseram ao garoto, impedindo que cartas enviadas por David fossem entregues, privando o legítimo pai de ao menos visitá-lo.
Quantas vezes esta criança foi influenciada e manipulada com mimos e mentiras a respeito de seu pai para que quisesse ficar no Brasil? Basta ver os cartazes que ele foi obrigado a desenhar expondo sua vontade de ficar aqui. Cartazes estes de mau gosto atroz, já que a família persuadiu o garoto a fazê-los, ou alguém aqui é ingênuo o bastante para imaginar que ele, por livre e espontânea vontade, decidiu fazer uma mensagem numa folha de cartolina e tentar comover a população?
Pedir para ouvir o garoto? Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento sobre direito de família sabe que tal coisa é impraticável pela idade e imaturidade do menor, como bem disse o min. Gilmar Mendes. É o mesmo que levar uma criança para um final de semana na Disney e depois perguntar se ela quer ficar lá para sempre ou voltar para casa.
Esta história toda é revoltante por si só, mas o que mais me deixou indignado nisso tudo foi maneira escancarada como o sistema cleptocrático brasileiro foi exposto:
Logo após a morte de Bruna o seu marido entrou com um pedido de guarda sócio-afetiva de Sean (entre os absurdos deste pedido estava a retirada do sobrenome Goldman da criança) e o juiz da vara de família aceitou e despachou em tempo recorde, no mesmo dia! Alguém aqui já ouviu falar de qualquer ação do nosso “maravilhoso” e moroso sistema judiciário que fosse aprovada em menos de 24 horas? Tráfego de influência da família rica e poderosa ou os senhores magistrados (de 1ª, 2ª e 3ª instâncias) atuaram no caso baseados no seu achismo?
Isso sem falar na deplorável liminar deferida pelo min. Marco Aurélio que fez com que o garoto ficasse no Brasil, mais alguns dias, mesmo após a primeira decisão do STF. Ela degradou ainda mais a imagem do Brasil (como se isso fosse possível) e desprestigiou por inteiro os órgãos de jurisdição ordinária. Temos que lembrar que um juiz federal se deu ao trabalho (e digo: um belo trabalho) de elaborar uma sentença de mais de 90 páginas, enfrentando todas as questões do caso e afastando a “vontade” do menino por conta da contínua e violenta alienação parental a que vinha sendo submetido pela família brasileira (isso não é opinião minha, foi a conclusão dos peritos especializados designados pela Justiça Federal). Depois disso, um órgão colegiado confirmou por unanimidade essa sentença e determinou a volta do menino para seu país de origem. Tudo para uma mera canetada passar por cima de todo um trabalho feito na jurisdição ordinária, que tem o contato mais próximo com fatos e provas. Felizmente Gilmar Mendes corrigiu toda esta cagada.
Enfim, não vou mais comentar sobre o problema agora que justiça finalmente foi feita e Sean já está com seu verdadeiro pai. Espero que ele seja muito feliz nos Estados Unidos e que nunca mais tenha que ser exposto a esta “família” egoísta que nunca se preocupou com a felicidade da criança e de seu pai.

A razao da Bruna ter vindo para o Brasil e abandonado o marido tem um nome:
Na epoca, o seu amante o rico advogado Joao Paulo Lins e Silva.
Parabéns pela reportagem, e ainda bem que justiça foi feita. A avó deve procurar um psiquiatra ou um macho pra ver se arruma o q fazer ao invés de ficar fazendo merda. Parabéns a todos que apoiaram a volta deste menino para junto de seu pai e a tal de Bruna que se dizia mãe do menino (prq esse tipo de gente nao sei se pode ter essa graça) conseguiu com esta atitude marginal fazer o filho ter traumas psicologicos pelo resto da vida.
Parabéns a justiça brasileira (ao menos uma vez) e ao Pai que não desistiu e mostrou amor pelo filho.
Só uma palavra pode resumir sua reportagem……..Parabéns.
A falta de bom senso da família que manteve o menino sequestrado foi tão grande que até o privaram de uma boa escola de inglês durante os últimos cinco anos (foi noticiado que ele fala pouco inglês), mesmo sabendo que a sua guarda certamente seria concedida ao pai. E tudo se coroou no circo armado para a entrega do menino, expondo-o, inclusive, ao perigo dele ser pisoteado (nas palavras da própria avó). Se o Consulado dos EUA no Rio fosse realmente decente, eles teriam sido detidos um bom tempo dentro do próprio Consulado até explicarem direitinho a razão de tal atitude. Agora resta apenas saber se a tal família terá coragem de pisar em solo norteamericano para visitar o menino (o que eu duvido muito), tendo em vista que podem ter a prisão decretada por qualquer juiz de primeiro grau pela acusação de sequestro internacional de criança; sabendo que a pena para esse tipo de crime, lá nos EUA, é a prisão perpétua. O mundo deu voltas!
Quando a mãe de Sean com o ele no Brasil, sem o consentimento do pai, ela violou o artigo 3º da convenção de Haia que dispõe sobre sequestro de crianças. O pai antes de um ano pediu a devolução do filho e ele deveria ter sido devolvido de imediato, ou então que a mãe retornasse com ele para os EUA, vez que sua situação legal (O CASAMENTO) não foi denunciado à justiça. Isso em 2004.
O Brasil é signatario dessa convenção, ou seja, obrigou-se a cumprí-la quando a ratificou (não estava obrigado a fazê-lo) Se não bastasse, no ano passado, a mãe faleceu e aí, também pela lei brasileira, o filho deveria ter sido devolvido ao pai biológico.
Veja o que diz o artigo 1631 do Código Civil: ‘Durante o casamento e a união estável, compete o poder familiar aos pais; na falta ou impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade.’ Portanto, nada de ficar chocada com a decisão pois afinal, como diziam os romanos ‘habemos legis’.
O problema é que a justiça brasileira, além do morosa profere decisões teratológicas, ou contra texto expresso de lei, o que é lamentável. Mas felizmente a justiça, está sendo feita, embora tardiamente